segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Descobrir...


Hoje entendi a diferença entre descobrir e conhecer. Descobrir é muito melhor. Há razão para ser, há alguma motivação para querer. Com os dois foi assim, um descobriu o outro. Primeiro o olhar, depois o sorriso, veio o cheiro o copo e o corpo.

Continuaram querendo e querendo, sempre mais. Bom porque dessa vez foi recíproco, verdadeiro, leve. Almas flutuando, sempre que alguma outra peça-chave era descoberta. Descobriram também as diferenças e viram que elas são essenciais, pois se completam, para tornar ainda mais gostoso, mais fogoso.

Descobriram que estar junto, não é estar perto, é estar perto e estar longe, e mesmo longe sentido, tocando, falando, chorando, sorrindo, cantando. Porque, mais por ele do que por ela, foi conquistado, confiado.

Descobriram que um dia isso tudo vai acabar, mas antes que isso aconteça, ela quer aproveitar, tirar dele tudo que pode, tudo que quer, tudo que deseja e o que mais deseja é descobrir, a profundidade da história, do querer, de a cada dia, a cada palavra, a cada toque o que tem a sentir.

Descobrir se o encanto entre eles vai passar, amanhã ou depois. Assim como a vontade de comer um doce agora. Vai, passa, pode voltar. Mas a descoberta do sabor fica, permanece, assim como os dois. São os corpos, o cheiro, o olhar. Tudo se repete, e a cada repetição novas sensações, novas descobertas. “A gente não se olhou, a gente se encontrou.”

Conhecer é simples, é olhar e pensar: eu te conheço. Descobrir é profundo: eu sei o que você é, o que você quer e o que você deseja. Eu sei quem você é em essência. É como saber o máximo do clímax entre um homem e uma mulher. Saber qual o ponto dela que a faz sentir o seu corpo todo estremecer e no homem, saber o que cada toque, cada boca pode ser.

Tudo é uma questão de tempo, de conhecimento, de aprendizado e paciência. É a confiança distraída que sem querer chega aonde queria chegar e estar. Sem querer aprofunda, intensifica, faz querer mais e permanecer naquilo, não podendo mais fingir e nem fugir do que agora já é, e quer.

Seria mais fácil ficar no conhecimento, não no descobrimento. Descobrir faz o desejo aumentar a vontade ser voraz. Não tem como voltar atrás. Porém, o pensamento se vira em torno da emoção e da razão, que ambos têm em sobra. Se pudessem dosariam, pois onde em um há razão, noutro emoção. Mas aí é o que está o sentido de ser e de querer sempre mais descobrir, aprofundar...