domingo, 17 de março de 2013

Toques de afeto


"- Fiquei preocupada quando vi aquelas fotos!", foi essa a frase que escutei dia desses, após a publicação de algumas fotos que havia postado em uma rede social, na qual, tenho mais de mil "amigos".

Uma brincadeira que eu fiz, com imagens de minha pessoa e com um título que se referia a elas. Mas sabe o que mais me questiono? Por que essas pessoas, - plural porque não foi apenas uma que disse a mesma coisa-, quando se preocupam não te ligam, não fazem uma visita? Por que não se tornam mais presentes?!

Bom refletir a respeito, não? Então, deparo-me todos os dias com essas questões. Muitas com razão, mas a maioria desses questionamentos e julgamentos de conduta ou sobre como você está se sentindo não tem muito a ver.

Quando se publica frases e pensamentos bonitos, é porque você está apaixonada!
Se você coloca alguma coisa que diz respeito a coisas não muito boas: você não está bem!

E assim vai, mas o que mais me irrita é isso mesmo, esses julgamentos, de pessoas muitas vezes não tão íntimas, e que pensam que sabem o que você está pensando e há aquelas que são íntimas, mas não te ligam, não te visitam, não saem com você e não estão "por dentro" dos fatos reais.

É gente, vivemos num mundo tecnológico, onde os toques de afeto, estão sendo substituídos pelos toques de teclados de computadores, pelas telas touch screen, por mensagens telefônicas ou in box que, quando temos tempo, resolvemos lê-las e respondê-las.

Eu me incluo nisso e vou tentar ser menos virtual, me tornar mais real, nem que seja pela voz ao telefone, dizendo “Olá, tudo bem?”.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Tempo - senhor destino




Se fosse fácil, não seria, talvez, tão saboroso.
Não daria frio na barriga ao imaginar o que está por vir.
Desafios lançados a mim mesma, esses são os maiores.
O amor está para chegar, eu sinto!

Dá medo, da confusão na mente e no coração, mas por fim, a esperança está aqui.
Sonho que veio, que foi e que volta.
Qual a mulher que não quer amar e ser amada?
Qual o homem que não tem a vontade de ter alguém ao lado para ficar velhinho e poder ter aquela mão estendida esperando?

Fácil. Simples. Nós é que complicamos! 

Na busca do dia a dia pelas vontades mundanas, esquecemos muitas vezes do que é mais fundamental: cuidar do coração, da mente e dos sonhos. Seguir em frente e esquecer do medo de demonstrar e de falar “eu te amo”, “eu te quero bem”, “vamos tentar juntos, eu estou aqui”.

Não gosto das relações descartáveis, apesar de ter passado por elas. Não quero aparência. Quero ser, quero somar. Tem problema isso? Não que o” ficar por ficar”, não faça bem, mas nada se compara em ter alguém, todos os dias ao seu lado, na sua cama, ou mesmo no sofá, na mesa de jantar ou ao telefone, dizendo: “oi, tudo bem?!” e a conversa segue e o tempo não se vê, pois ele, é o senhor, do destino, que coloca tudo no seu devido lugar. É o que há. É o que será! O tempo dirá!

terça-feira, 5 de março de 2013

baú das emoções



E o passado bateu em minha porta. Desta vez em forma de sonho. Um sonho bom.

Trouxe em minha memória alguém que já foi embora, não dessa vida, mas que está guardada no baú do meu coração, lugar onde ao vasculhar em meio a tantas pessoas e emoções, machuca, dói, dá saudades. Mexer nessas histórias traz muita coisa à tona, entre elas a vontade de voltar atrás, de decisões, de momentos, de algo que nunca mais vai acontecer. Pelo menos, não como antes.

Era bom e o sonho fez recordar de momentos tão felizes, que poderiam se repetir por vezes e mais vezes. O som da voz era igual, a mesma que, ao pé do ouvido, recitava sonhos, desejos e vontades, tudo que levasse à felicidade, mútua, compartilhada e vivenciada. Dia após dia. 

Essa voz dizia: “quero isso tudo de volta também! Vamos em frente, buscar nossos sonhos que lá atrás, ficaram perdidos”. Será? E o medo voltou. Medo este que nos faz refém e deixam estáticas quaisquer ações que possam nos levar a um caminho melhor, aquele dos nossos ideais para a vida, aquele que está nas gavetas do nosso inconsciente, que assim, como no baú das recordações do coração, mostram tanto de nós, que nem acreditamos existir.

Às vezes é necessário remexer, aprofundar, voltar e pensar, sentir a dor que as lembranças nos trazem, seja para que façamos um caminho consciente, novo, seja para que ao colocar emoções, pessoas e sentimentos, nas recordações não vivas, saibamos das escolhas que fazemos.

Ao olhar para trás, através do sonho, me vejo errante, e ao mesmo tempo certa e convicta de que aquela decisão era a melhor. Hoje, frágil, porém, amanhã mais forte. Forte aprendiz dos meus próprios sonhos e com o caminho que decidi seguir.