
Diante do espelho ela se olha por inteiro, de cima a baixo. Seu corpo não é o dos mais desejados, mas é perfeito por ser completo, apresenta várias coisas que nela ela gostaria de mudar: tirar aqui, colocar ali, afinar um pouco mais. E o rosto? Gosta do rosto arredondado. Não mudaria nada nele, a não ser as “marcas de expressão” que surgem como “rugas” e que através delas refletidas no espelho, nota que o tempo está passando. Não é o padrão ditado pela moda, mas ela é segura de si, determinada, prestativa, consciente, alegre e inteligente. Será que isso importa? Não sabe se para os outros, mas para ela sim!
Continuando a olhar-se no espelho surge um sorriso: “estou diferente!”. Gosta disso, mas não sabe explicar o porquê. Vem de dentro, da alma que ela acredita ter. Fica feliz! Percebe que não importa o tempo que passar e quantas rugas irão aparecer no seu rosto claro e com sardas. Já esqueceu das marcas do tempo e agora o que vale e liberdade e a paz de espírito que nela se encontra. (...)
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